Estratégia do Oceano Azul: Relato de Implantação em um Setor em Crise

Edson Ricardo Barbero, Bruno Nascimento Vieira

Abstract


Este relato tecnológico apresenta alguns dos elementos facilitadores e dificultadores para se implantar a metodologia Estratégia do Oceano Azul (EOA). A empresa estudada passava por uma situação competitiva intricada, com redução de demanda e excesso de oferta. Com o uso de alguns dos pressupostos da EOA, a empresa redefiniu estratégias competitivas reduzindo sua exposição à rivalidade tipicamente encontrada em setores maduros. O artigo narra a construção da curva de valor, que tomou 540 horas em entrevistas e diversos grupos de foco. Como resultados, entre outros elementos, destaca-se a importância da criação de sentido (sensemaking) e da heterogeneidade de fontes de informação. Diante da riqueza dos achados, considera-se que este relato contribua para o campo da Estratégia Empresarial. Entre outros, o relato descreve a formação das equipes, mecanismos de coleta de dados e desenvolvimento da curva de valor.


Keywords


Estratégia do Oceano Azul; Formação de Estratégias; Curva de Valor

References


Ansoff, I. (1965), Corporate Strategy, McGraw Hill, New York.

Bardin, L. (2011) Análise de Conteúdo. Edições 70. Lisboa. Portugal.

Besanko, D., Dranove, D., Shanley, M. & Schaefer, S. (2010). A Economia da Estratégia (5a Edição). Porto Alegre: Bookman

Biancolino, C. A., Kniess, C. T,, Maccari, E. A., Rabechini Jr. (2012) Protocolo para Elaboração de Relatos de Produção Técnica. Revista de Gestão e Projetos. v.3, n.2, p.294-307.

Bower, J.L. & Gilbert, C. G. (2007) From resource Allocation to Strategy. Oxford University Press, Nova Iorque

Burke, A., Van Stel, A., Thurik, R. (2008). Blue Ocean versus Competitive Strategy: Theory and Evidence. EIM Research Report Number H200801, Holanda.

Correa, M.V.P., Rese, N., J.A., Sander, J.A. & Ferreira, J.A. (2014) O Papel do Sensemaking nos Processos de Mudança nas Organizações. Anais do VIII Encontro de Estudos Organizacionais. Associação Nacional de Pós-Graduação em Administração. Gramado. Rio Grande do Sul.

Dranove D. & Marciano, S. (2005) Kellog on Strategy: Concepts, Tools and Frameworks for Practitioners. Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons.

Eden, C. (1993) From the playpen to the bombsite: The changing nature of management Science, Omega, 21, p. 139-154

Eisenhardt, K.M (1989). Building Theories from Case Study Research. Academy of Management Review, v. 14, n. 4. p. 532-550.

Gorrell, C. (2005) Quick takes. Strategy & Leadership. 33. 64-70.

Greenwald, B. & Kahn, J (2005). Competition Demystified: A Radically Simplified Approach to Business Strategy, Editora Portifolio, Nova Iorque.

Hannan, M.T.; Freeman, J. (1977) The population ecology of organizations. American Journal of Sociology, v.82, n.5, p.929-924.

Hong, A.N.H., Chai, D.L.J & Wan Ismail, V.K. (2011) Blue Ocean Strategy: A Preliminary Literature Review and Research Questions Arising. Australian Journal of Basic and Applied Sciences, 5(7): 86-91.

Instituto Aço Brasil (2012). Relatório anual do setor de Siderurgia 2012, São Paulo.

Instituto Aço Brasil (2015). Relatório anual do setor de Siderurgia 2015, São Paulo.

Kim, W., & Mauborgne, R (2005). A Estratégia do Oceano Azul: como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. Rio de Janeiro: Elsevier.

Kim, W. & Mauborgne, R. (2009) How to Implement Blue Ocean Strategy. Harvard Business School Case – Teaching Notes. Ref.: 309-197-1

Liamputtong, P. (2011). Focus group methodology: Principles and practice. Thousand Oaks, CA: Sage.

Mcevily, S.K. & Chakravarthy, B. (2002) The persistence of knowledge-based advantage: an empirical test for product performance and technological knowledge. Strategic Management Journal.v.23(4). p.285-305.

Mintzberg, H. (2004). Ascenção e Queda do Planejamento Estratégico. São Paulo: Bookman.

Mintzberg, H., (1978). Patterns in strategy formation. Management Science, 24(9): 934-38

Mintzberg, H, & Waters, J. A. (1985). Of strategies, deliberate and emergent. Strategic Management Journal, v. 6, p. 257–272

Penrose, E. (1959) The Theory of the Growth of the Firm, New York.

Porter, M. E. (1989) Vantagem Competitiva. Rio Janeiro, Editora Campus. 1ª Edição.

Ribeiro, I. (2013). China continua ditando o rumo na siderurgia. Jornal Valor Econômico, 6 de Janeiro, São Paulo.

Roos, J. (2006) Thinking from within: a hands-on strategy practice. Nova Iorque: Palgrave Mcmillan.

Russo, R.F.S., Frederick, B.W.B. & Nogueira, C.M. (2008). Criação de sentido e decisão naturalista. Gestão e Regionalidade. Vol. 24. No 72. Set-Dez. 27-37.

Teece, D.; Pisano G. e Shuen, A. (1997) Dynamic Capabilities and Strategic Management, Strategic Management Journal, Vol. 18, No. 7.

Turkish Steel Producer Association (2013). Turkish Steel Industry in 2013 report. Recuperado de http://www.dcud.org.tr/en/

Tversky, A. & Kahnemann, D. (1974) Judgment under Uncertainty: Heuristics and Biases. Science.V.185. No 4157. 1124-1131

Weick, K. E. (1995). Sensemaking in Organizations. Thousand Oaks: Sage Publications, Inc.

World Steel Association (2013) Steel Statistical Yearbook 2013. Recuperado de http://www.worldsteel.org/statistics/statistics-archive.html


Full Text: PDF (Português (Brasil))

Refbacks

  • There are currently no refbacks.




Iberoamerican Journal of Strategic Management  e-ISSN: 2176-0756

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional